sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O Prêmio Nobel

Alfred Nobel
  
      O inventor e filantropo Alfred Nobel nasceu em 1833, em Estocolmo, Suécia. Filho de um casal de engenheiros descendentes de Olof  Rudbeck, explorador e cientista, foi  o maior gênio em tecnologia da Suécia no século XVII.
       Foi educado na Rússia, em São Petersburgo, para onde sua família emigrou.  Ali recebeu excelente educação ministrada por tutores particulares, tanto no campo das ciências humanas quanto no das ciências naturais. Logo se revelou em Nobel um notável interesse pela  Literatura e pela Química. O pai ao perceber isto, enviou-o para o estrangeiro para ganhar experiência no campo da Engenharia Química.  Visitou países tais como França, Alemanha e Estados Unidos da América. Foi em Paris que conheceu o jovem químico italiano Ascanio Sobrero, que três anos antes tinha inventado a nitroglicerina.O invento fascinou Nobel devido ao seu potencial na engenharia civil.
        Em 1863, regressou à Suécia com o objectivo de desenvolver a nitroglicerina como explosivo. Mudando-se para uma zona isolada depois da morte do irmão Emil numa das suas explosões experimentais, tentou então tornar a nitroglicerina um produto mais manipulável, juntando-lhe vários compostos. . Desses estudos, resultaram a dinamite e o detonador, bem como o desenvolvimento de um explosivo mais poderoso, a nitroglicerina gelatinizada.
        A  invenção da dinamite espalhou-se  rapidamente pelo  mundo e facilitou os trabalhos de grandes construções, túneis e canais.
        Nobel dedicava-se  em tempo integral aos seus laboratórios, de onde saíram outros inventos (já não relacionados com explosivos), tais como a borracha sintética.  Já o mesmo não acontecia  com a sua vida pessoal: teve apenas uma grande amiga, Bertha Kinsky,que o ajudou fortemente nos ideais pacifistas.
        Foram essas descobertas na área de explosivos, em especial a dinamite que passou a ser comercializada em larga escala no final do século XIX, que o tornaram milionário.  Detentor de mais de 350 patentes, fundou companhias e laboratórios em cerca de 20 países. Rico em talentos escreveu poesia e drama e chegou a pensar em ser escritor.
         Idealista como era e consciente dos perigos que envolviam suas invenções, sempre apoiou os movimentos pacifistas.

           Faleceu em 10 de dezembro de 1896, de hemorragia cerebral em sua casa na Itália, em San Remo . Deixou ao falecer, uma enorme fortuna – 32 milhões de coroas - destinada a uma fundação que deveria financiar a cada ano, cinco prêmios internacionais, no campo da Física, Química, Medicina e Literatura. No seu testamento especificava também um prêmio para quem  mais se empenhasse em prol da paz entre as nações.  Em 1969, foi acrescentado mais um prêmio para as Ciências Econômicas. ( Nobel jamais criou um prémio de Economia . O que se conhece por Nobel de Economia, é na verdade, o Prémio Sveriges Riksbank de Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel. Nada tem a ver com a Fundação Nobel.)
             A cerimônia de premiação é realizada anualmente em Oslo, Noruega, e em Estocolmo, Suécia, em 10 de dezembro, dia do aniversário da morte de Nobel. Várias instituições participam da escolha dos premiados, entre as quais a Academia Real de Ciências da Suécia para a Física, Química e Economia; a Academia de Literatura da Suécia; e o Comitê Nobel da Noruega, este último responsável pela entrega do Prêmio da Paz. Anualmente, cada comitê manda convites aos meios científicos de vários países, pedindo-lhes para nomear seus eventuais candidatos. As nomeações são recebidas pelos comitês e depois de serem estudadas e analisadas por especialistas, são transmitidas às instituições que votam  para escolher os vencedores. Os escolhidos recebem uma medalha de ouro com a efígie de Alfred Nobel, gravada com o seu nome, um diploma e um prêmio em dinheiro.                                   
        Os prêmios Nobel tornaram-se a recompensa mais prestigiosa nos meios acadêmicos do planeta. Os laureados, além de modelos em pesquisa científica, são também os mais dignos representantes no campo da defesa dos direitos do homem. A instituição concede os prêmios sem distinção de nacionalidade.
        Os laureados têm o direito de recusar os prêmios. Entretanto, fatos assim só ocorreram por pressões políticas, como em 1937, quando Hitler proibiu os alemães de receber o Prêmio Nobel, pois ficara furioso quando o Prêmio da Paz de 1935 fora concedido a um jornalista antinazista, Carl Von Ossietz, que havia revelado os planos secretos de rearmamento da Alemanha...
         De acordo com a filosofia de Nobel, as premiações simbolizam o reconhecimento àqueles que conseguem solucionar crises internacionais. Assim, de uma forma às vezes paradoxal, inimigos eternos se encontram associados no reconhecimento por seus esforços, com o intuito de estimular a resolução de conflitos, na busca de uma paz duradoura.
         Em 1978, Menachem Begin, então primeiro ministro israelense, e Anuar El Sadat, presidente egípcio, receberam o prêmio visando incentivá-los a resolver o conflito egípcio-israelense, iniciado em 1948, logo após a criação do Estado de Israel. Em1994, Yasser Arafat, então líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Shimon Peres, que ocupava o cargo de ministro das Relações Exteriores de Israel, e Yitzhak Rabin, primeiro-ministro,  receberam o prêmio em conjunto, apesar dos desacordos dentro do comitê de decisão. Um dos membros do comitê preferiu demitir-se para não apoiar a escolha de Arafat, a quem considerava terrorista.
A primeira cerimônia de premiação nos campos da literatura, física, química e fisiologia/medicina ocorreu no Conservatório Real de Estocolmo, em 1901; o Prêmio Nobel da Paz foi entregue em Oslo.

Museu Alfred Nobel em Estocolmo
 Desde 1902, os prêmios são formalmente entregues pelo Rei da Suécia. A entrega do Nobel da Paz continua a ser feita em Oslo, Noruega.

                                    (Nelly Barros)

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A origem das notas musicais

O elemento básico de qualquer sistema de notação musical é a nota, que representa um único som e suas características básicas: duração e altura.


Foi Guido d'Arezzo (995-1050) , monge italiano e regente do coro da Catedral de Arezzo (Toscana) o criador da pauta musical(o pentagrama) .Ele batizou as notas musicais com os nomes que conhecemos hoje: dó, ré, mi, fá, sol, lá e si, baseando-se em um texto sagrado em latim,” Ut queant laxis”, cantado pelas crianças do coral para que São João os protegesse da rouquidão:
                           UT queant laxis
                           REsonare fibris
                           MIra gestorum       Para que teus servos
                           FAmuli tuorum      Possam cantar em plena voz
                           SOLve polluti        O maravilhoso dos teus feitos,
                           LAbi reatum          Purifica-lhes os lábios impuros
                           SANcte Ioannes     O’ São João

      O sistema de Guido d'Arezzo sofreu algumas pequenas transformações no decorrer do tempo: a nota Ut passou a ser chamada de e a nota San passou a ser chamada de si (por serem as inicias em latim de São João, Sancte Ioannes), enquanto que a pauta ganhou linhas e espaços a mais, embora sua essência continue a mesma.
     Com o sistema de Guido d'Arezzo,as notas passaram a ser nomeadas do, re, mi, fa, sol, la, si em substituição à notação anterior, em que as notas eram nomeadas por letras , de A a G :
                 
                  A = lá  B = si  C = dó  D = ré  E = mi  F = fá  G = sol


    Como Guido d'Arezzo utilizou o italiano em seu tratado, o nome das notas se popularizou nesse idioma. Foi ele também o criador do solfejo, que permite ao estudante cantar as notas, seguindo sua posição na pauta.
    O que dá o nome às notas na pauta é a clave ( a “chave”) em que a partitura da música está escrita. As claves mais usadas são as de Sol na segunda linha e a de , na quarta linha - clave usada para os sons mais graves.




    Nas cinco linhas da pauta (se a clave for de sol) estão as notas mi, sol, si, re, fá. Nos espaços, fa,lá, dó, mi. Na clave de fá, a quarta linha é fá, etc...

   Conforme a melodia, podemos acrescentar linhas abaixo (mais graves ) ou acima (mais agudas) da pauta.
       A clave de sol é usada para os instrumentos de sons agudos, para a mão direita no piano e para as vozes de soprano, meio-soprano, contralto e tenor. Nesta clave, as notas abaixo do pentagrama são chamadas graves; as colocadas dentro da pauta, centrais e as colocadas acima do pentagrama, agudas.
     A clave de fá é usada para a mão esquerda no piano e para as vozes masculinas barítono e baixo .Facilita-se a leitura das notas na clave de fá, recorrendo-se à clave de sol e pulando uma nota: por exemplo, na clave de fá, o dó é mi, o ré é fá e assim por diante..
    Usa-se ainda a clave de dó na terceira linha, para viola. Já se usou para a voz de contralto. A clave de dó na quarta linha, anteriormente usada para a voz de tenor, é hoje usada para violoncelo nos sons agudos.
    Existem ainda diversos sinais musicais, que indicam tempo, andamento, pausa, alterações dos sons, divisão de compasso, mas isso para quem quiser saber mais...

                                                                                               ( Nelly )

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Projeto Genoma

             Quando nasce um ser humano, muitas prospecções podem ser feitas quanto ao seu futuro, que será determinado, naturalmente, pela maneira como ele vai gerir suas próprias ações, mas será grandemente influenciado pelo ambiente ao redor. Sabemos também, que muito da sua “rota” já está delineada antes mesmo de seu nascimento. O corpo humano contém cerca de 100 trilhões de células – na maioria das células existe um núcleo onde se encontra algo essencial: o genoma humano. O genoma da criança traz codificadas no DNA dos seus 46 cromossomos as instruções que irão afetar, não apenas sua estrutura, seu tamanho, sua cor e outros atributos físicos, como também sua inteligência, sua suscetibilidade a doenças, seu tempo de vida e até aspectos de seu comportamento.
          O Projeto Genoma Humano, criado por iniciativa do governo americano, (iniciado formalmente em 1990) visa ler e entender estas instruções. Com a participação de mais de 5000 cientistas de 250 laboratórios diferentes, um financiamento inicial de 50 bilhões de dólares e uma duração prevista de 15 anos, o projeto visava mapear e sequenciar todo o DNA do genoma humano, criar e depositar as informações em um banco de dados e aperfeiçoar técnicas para melhorar a qualidade e aplicabilidade dos estudos.
          Em outras palavras, é nada menos que a busca do completo entendimento da base genética do ser humano, incluindo a base genética das doenças. De posse desse conhecimento, o passo seguinte seria descobrir tecnologias para alterar, quando preciso, algumas das instruções, visando aperfeiçoar o ser humano e livrá-lo de doenças e outros fatores limitantes.
         O genoma é na verdade constituído por uma gigantesca molécula, conhecida como ácido desoxirribonucléico — o DNA. A estrutura espacial do DNA, em forma de uma dupla hélice, foi descoberta pelo Prêmio Nobel de fisiologia e medicina James Watson e pelo cientista Francis Crick. Watson tornou-se o primeiro diretor do PGH.
         Em 2001, Francis Collins ,biólogo respeitadíssimo e um dos cientistas mais notáveis da atualidade,** foi um dos responsáveis por um feito espetacular da ciência moderna: o mapeamento do DNA humano. Desde então, tornou-se o cientista que mais rastreou genes com vistas ao tratamento de doenças em todo o mundo.
          Os responsáveis pelo projeto acreditavam que a descoberta da posição de cada gene, além de sua composição e função no organismo, seria a chave para o diagnóstico e a prevenção de muitas doenças, como susceptibilidade ao câncer de mama e ovário, Mal de Parkinson, Mal de Alzheimer, obesidade, osteoporose, diabetes, doenças auto-imunes e hipertensão. A ênfase seria dada à prevenção e não ao tratamento do doente. Ainda existem barreiras técnicas em relação à possível alteração de genes indesejáveis, mas tem havido grandes progressos no estudo genético da origem das doenças.
                                    A ética e o PGH
         Uma série de dilemas éticos se apresenta, quando o assunto é genoma.Os críticos do projeto alertam para o perigo do uso indevido dos resultados desses estudos . Um dos mais sérios, é a posição dos laboratórios quanto ao seu patenteamento .
         Em 1999, foi anunciado o primeiro rascunho do genoma humano e com vistas à necessidade de máxima precisão, muita análise e revisão foi feita, Logo após, a empresa Celera fez o pedido da patente dos 6500 genes que mapeou.
Esse pedido gerou problemas éticos, pois isso poderia inviabilizar a produção de medicamentos baseados nesse conhecimento, levando o presidente americano Bill Clinton a declarar que o genoma humano não poderia ser patenteado.
          Em 2003 o Projeto Genoma Humano foi considerado concluído, sequenciando 94% do Genoma. Os 6% restantes são regiões que ainda hoje não podem ser analisadas.
         O Brasil também tem dado sua cota de contribuição ao PGH. Além de iniciativas isoladas, como os diferentes genes clonados pelo laboratório da pesquisadora Mayana Zatz na USP, uma iniciativa conjunta da FAPESP, Instituto Ludwig, UNICAMP, EPM e Faculdade de Medicina da USP criou o Projeto Genoma Humano do Câncer. Esta iniciativa demonstra a importância do projeto capaz de congregar diferentes instituições, a necessidade de financiamento pesado e a possibilidade de utilização de metodologias desenvolvidas e testadas em organismos menores. É promissora a perspectiva de que num futuro próximo, diferentes resultados provenientes destas investigações possam trazer benefícios preventivos, prognósticos e clínicos em câncer e outras doenças.
** Para Collins, não há oposição entre as descobertas científicas e a fé... Ao contrário, a investigação científica, quando bem conduzida, aproxima cada vez mais o homem de Deus, "A ciência é a única forma confiável para entender o mundo da natureza, e as ferramentas científicas, quando utilizadas de maneira adequada, podem gerar profundos discernimentos da existência material. A ciência, entretanto, é incapaz de responder a questões como: "Por que o universo existe?"; "Qual o sentido da existência humana?"; "O que acontece após a morte?". Uma das necessidades mais fortes da humanidade é encontrar respostas para essas questões mais profundas, e temos de somar todo o poder de ambas as perspectivas, a científica e a religiosa, para buscar a compreensão daquilo que vemos como do que não vemos." (Francis S. Collins. A Linguagem de Deus. 2ª ed. São Paulo: Gente. 2007, p. 14/15).
                                                            ( Nelly Barros )
                                    

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Médicos sem fronteiras


Em 20 de dezembro de 1971, um grupo de doutores franceses fundou “Médicos sem fronteiras” a primeira organização civil não governamental especializada em assistência médica de emergência em qualquer lugar do mundo sem discriminação de raça, religião, política, ou sexo. Sua prioridade é a saúde, mas onde vai atua promovendo o bem comum e conscientizando as pessoas que ajuda em situações difíceis, desumanas. Tem clara percepção do papel da mídia e procura tornar públicas as dificuldades da população que assiste, através da organização de manifestações e em casos extremos, de denúncias públicas.A organização está presente em mais de 80 países da África, Europa, Ásia e América, providenciando inclusive quando necessário, treinamento e formação de pessoal para atender locais distantes de centros populacionais. O MSF atua tanto em situações emergenciais – epidemias, catástrofes naturais e conflitos – como em contextos estáveis onde a situação de exclusão social esteja presente.,
   A epidemia de cólera na Amazônia, em 1991, trouxe o MSF para o Brasil, onde atua desde então nas comunidades carentes em projetos de desenvolvimento de médio prazo. Procura ser um catalizador de mudança social, através de ações que garantam a sustentabilidade de seus projetos. Abre um canal de comunicação entre a população desassistida e o governo, para reafirmar o compromisso do Estado em atender às necessidades dessas populações. Além de aliviar o sofrimento e proteger a vida humana , o MSF objetiva reassegurar aos grupos o respeito aos seus direitos fundamentais, envolvendo a população assistida de tal maneira que ela mesma se organize para lutar por esses direitos.
   O MSF recebeu, em 1999 o Prêmio Nobel da Paz. O valor do prêmio ( dez milhões de coroas suecas ) foi doado às regiões mais carentes.
                                                                            ( Nelly Barros )

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Revolução pela arte


    Alagoana, Nise da Silveira nasceu em 1905 e saiu de Maceió aos quinze anos para estudar no Rio. Formou-se em Medicina, pela Faculdade de Medicina da Bahia, em 1926, única mulher num grupo de 156 homens. Especializou-se em neurologia e foi designada para trabalhar no Centro Psiquiátrico Nacional, atual Insituto Municipal Nise da Silveira, no Rio de Janeiro. .
   Numa época em que a lobotomia, o coma insulínico e o eletro choque eram os maiores avanços da psiquiatria mundial, comprou uma briga com a direção do hospital, recusando-se terminantemente a usar tais métodos. Ao invés, distribuiu tintas,pincéis e argila aos esquizofrênicos, fundando a Seção de Terapêutica Ocupacional. Com o material para poder criar, eles passavam a ter uma vida útil e criativa dentro de um espaço onde antes sentiam-se mortos. Nise convivia todo o tempo com eles, interpretava as suas obras e assim os tratava. Mandou a maior parte para casa, prontos para conviver em sociedade.
Reunindo material em pintura e modelagem da Seção, fundou em 1952 o Museu de Imagens do Inconsciente. Em 46 anos , reuniu mais de 300 000 peças de arte, que hoje formam o acervo do Museu.
Defensora do movimento anti-manicomial, fundou com amigos e companheiros de trabalho a Casa das Palmeiras, em regime de externato, para ajudar na reabilitação dos pacientes egressos de insituições psiquiátricas, utilizando sempre as atividades de expressão como seu método terapêutico..


  Estudou com Jung em Zurique e ali, em 1957, participou do II Congresso Internacional de Psiquiatria, onde com o trabalho “ Experiência de arte espontânea dos esquizofrênicos” ,fez a exposição das imagens do Museu, aberta pelo próprio Carl Gustav Jung , reconhecedor e admirador do seu excelente trabalho.
  Aconselhada por Jung, com quem se correspondeu durante vários anos, estudou mitologia e passou a considerá-la peça-chave do seu trabalho.
 Em 1990 um acidente levou-a à cadeira de rodas de onde não mais saiu até o ano de 1999, quando veio a falecer.
 Escreveu seis livros, foi ativa e conservou-se lúcida até o fim. Um dia antes de morrer, aos 94 anos ainda recebeu em seu apartamento no Rio o grupo de estudos que mantinha para discutir psicanálise e psiquiatria.
Algumas obras de arte do Museu de Imagens do Inconsciente
Confira no site www.museuimagensdoinconsciente.org.br
Hoje, apesar de ainda existirem hospitais psiquiátricos, avanços ocorreram e a internação já não é mais a tônica no tratamento das psicoses. Os clientes psiquiátricos conquistaram a liberdade de ir e vir e o direito de exercerem a sua cidadania, de lutarem por sua inclusão social.
   O Museu continua em plena atividade, como um centro de arteterapia, estudos e pesquisa na área da saúde mental. Está aberto ao público de 2ª a 6ª feira ,das 9 às 16h30 min . O Museu fica na R, Ramiro Magalhães,521 – E. de Dentro.RJ
                                                                 (Nelly Barros)